O Público de hoje dedica uma página inteira a Ted Nelson, “o pai do hipertexto”, conceito que o próprio criou em 1963 e que está na base da actual World Wide Web (WWW) de Tim Berners-Lee.
Ted Nelson – inventor, filósofo e poeta, que esteve anteontem em Lisboa a dar uma conferência – “tenta há quase 50 anos concretizar um projecto grandioso que muita gente pensa que poderá revolucionar o mundo sem ter tido senão pequenos êxitos e apoios esporádicos”: o Xanadu.
O Público enumera alguns do desejos de Nelson para os computadores: ele “não acha aceitável que seja preciso um programa para abrir um texto e outro para ver um filme. Ou que não se possa escrever nas margens do livro que se está a ler no ecrã. Ou que as versões não coexistam todas. Ou que um ficheiro possa ter metadados mas uma parte de um ficheiro não. Nelson não aceita que, nos computadores, as páginas estejam atrás de um vidro”.
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